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musica que fala por mim

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Coisas Que Eu Sei Danni Carlos Eu quero ficar perto de tudo que acho certo Até o dia em que eu mudar de opinião  A minha experiência meu pacto com a ciência Meu conhecimento é minha distração Coisas que eu sei Eu adivinho sem ninguém ter me contado Coisas que eu sei O meu rádio relógio mostra o tempo errado, aperte o play Eu gosto do meu quarto do meu desarrumado Ninguém sabe mexer na minha confusão É o meu ponto de vista, não aceito turistas Meu mundo 'tá fechado pra visitação Coisas que eu sei O medo mora perto das ideias loucas Coisas que eu sei Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa É minha lei Eu corto os meus dobrados acerto os meus pecados Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei Eu vejo o filme em pausas , eu imagino casas Depois eu já nem lembro do que eu desenhei Coisas que eu sei Não guardo mais agendas no meu celular Coisas que eu sei Eu compro aparelhos que eu não sei usar Eu já comprei As vezes dá preguiça na areia...
6 meses sem você Lembro de ti constantemente. A saudade é palpável, assim como minhas lembranças - quase sinto o seu cheiro,  o seu toque, sua presença... -  a dor já não cabe em mim, transborda e o vazio volta a tomar seu lugar!!!

unhas vermelhas

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Ela tinha os dedos manchados - não todos, só o indicador e o polegar - seria esmalte vermelho? Não, a mancha é de automutilação, o vermelho é sangue que seca e apodrece debaixo das unhas, ela não sabe como esconder tal evidência de seu crime sangrento. Quem sabe pintando as unhas de vermelho o esconda? Mas, ao esconder, far-se-ia desaparecer de vez...?
Meu Imortal Corrigir Estou tão cansada de estar aqui Reprimida por todos os meus medos infantis E se você tiver que ir, eu desejo que você vá logo Pois sua presença ainda permanece aqui E isso não vai me deixar em paz Essas feridas parecem não querer cicatrizar Essa dor é muito real Há simplesmente tantas coisas que o tempo não pode apagar Quando você chorou eu enxuguei todas as suas lágrimas Quando você gritou eu lutei contra todos os seus medos Eu segurei a sua mão por todos esses anos Mas você ainda tem tudo de mim Você costumava me cativar pela sua luz ressonante Agora eu estou limitada pela vida que você deixou para trás Seu rosto assombra meus únicos sonhos agradáveis Sua voz expulsou toda a sanidade em mim Essas feridas parecem não querer cicatrizar Essa dor é muito real Há simplesmente tantas coisas que o tempo não pode apagar Quando você chorou eu enxuguei todas as suas lágrimas Quando você gritou eu lutei contra todos os seus medos ...

areia movediça

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Eu conseguir ir a um lugar pior do que "chegar ao fim do poço, e cavar um buraco fundo e me enterrar debaixo do fundo do poço". Conseguir conhecer alguém que se acostumou com o fim do poço e se mantém lá, ele me apresentou esse "fundo do poço movediça" onde quanto mais me esforço para sair mais fico estagnada no local, ou mais me afundo e eu apresentei a ele a mola para saltar o poço e subir na vida de novo, enquanto ele estar vivendo a vida dele normalmente, eu fico aqui sem conseguir me mover nesta lama que é dele, estou aprisionada e, se eu tento me mover percebo afundar mais, o que me faz ficar imóvel vendo a vida passar e me entristeço por não fazer nada da minha vida, me sinto inútil, sem função, as vezes desejando que a areia me engula e eu descanse em paz

Leve desconforto

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Me sinto estranha na minha própria pele, como se eu não pertencesse a ela, vontade de rasgá-la e explodir de dentro para fora, gritando o sufocamento que sinto Não me pertenço em mim mesma, não me reconheço em mim mesma, sinto um desconforto que incomoda mas não me mobiliza a mudar, nem saberia por onde começar esta mudança. Sensação de não viver minha vida, sensação de ver a vida passando e eu assistindo como telespectadora de mim mesma.

esborço de uma relação

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escultura "amor" de Alexander Milov 2015 Éramos dois adultos com cabeça de criança, ou duas crianças brincando de ser adulto. Brincávamos de casinha, eu sendo a esposa e ele o esposo sem saber exatamente qual a função de cada um. O amor não era exatamente um amor, era só um ensaio do que poderia ser, já que ambos nunca tinham sido amados na vida, não sabiam como expressá-lo e qual a medida certa para tal. Tudo era experimento, tudo era novo como o mundo para a criança, tudo era tentativa e erro, só que com consequências reais. Até o momento onde os erros se tornaram maiores que o próprio amor; e este não conseguiu se sustentar por ser muito novo, frágil, instável. A relação se tornou um presídio, já não era mais tão divertido brincar de casinha, brincar de ter uma família - com as noções de família que cada um trazia - era pesado, maçante e até perigoso; arriscado alguém se ferir (de todas as formas possíveis).  E então eis que brincadeira se acaba com inúm...