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Esperar, esperar, esperar...

Parece uma eternidade essa espera, os minutos parecem horas e os dias, semanas. Olho pro relógio de segundo em segundo como se isso fizesse o tempo passar mais rápido. Minhas pernas inquietas, balançam a cada tique taque do relógio e isso ameniza a ansiedade, mas não sei por quanto tempo irei aguentar, pareço uma bomba relógio preste a explodir, elétrica, adrenalizada. Talvez o remédio me contivesse, mas não estou com ele aqui perto!!! Só me resta esperar essa lentidão passar.
escrevo desde pequena, pra mim a escrita é como uma terapia, colocando pra fora o que me incomoda além de organizar a mente descrevendo o que sinto

Reconhecimento

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- Tem gente falando que gosta do que escrevo, que se emociona e acha gostoso ler... O que é isso? - Isso é reconhecimento. - ...nunca tive, não sei nem como reagir... É esquisito, quase como se eu rejeitasse algo tão bom... -  É difícil aceitar. - Parece que não me pertence. - Mas pertence, e muito!!!

Feliz ano novo

Texto de ano novo ⬇️⬇️⬇️⬇️⬇️⬇️⬇️ Siga No  Instagram
Toda vez que eu ia tentar algo novo minha mãe dizia: "mas você não tem medo?". Por anos a fio escutei essa indagação até que um dia eu realmente acreditei e tive medo: medo de tentar, medo de ser alguém, medo de viver.. até que a própria vida perdeu seu brilho e se tornou uma monotonia contínua, só esperando morrer

Equilíbrio emocional

Estou numa gangorra emocional: De um lado extremo, a depressão me abraça e puxa pro fundo da cama. De outro, uma plenitude, uma felicidade que preenche só de pensar em dar aula. Ninguém precisa ser tão inteligente para perceber que lado é melhor seguir. Mas dei as mãos pra depressão. Porque vivo me sabotando? Eu não sei, só sei que é um dom! A fobia tem culpa, ela me segura perto da depressão, o peso do temor é tão demasiado quanto o peso de uma depressão e ambas são mais forte que minha força de vontade.

A volta pra casa

Quando eu fuji, aos 15 anos, esperava que fosse como nos filmes ou, ao menos, um pouco parecido. Eu esperava que minha mãe finalmente me escutasse e tentasse entender meu lado, achei que ao me desculpar ela responderia da mesma maneira desculpando-se por nunca ter me entendido.  Mas óbvio que não foi nem seria desta forma. Ela ficou horas a fio fingindo prestar atenção ao que eu falava, só fingindo mesmo, eu até percebia a displicência pelo tom de voz, falei a toa, minha mãe só queria era que a polícia me encontrasse. Quando, finalmente a encontro, meu pai diz: "peça desculpas pra sua mãe". Foi o pedido mais esquisito, fui obrigada a falar, nem sabia mesmo se era eu quem deveria pedir desculpas e a resposta foi pior ainda: com ar de autoridade minha mãe recebe as desculpas, naquele pedestal hierarquizado que ela construiu pra si mesma. Mal eu sabia é que aquela atitude denunciava que nada tinha mudado, minha fuga tinha sido em vão, as minhas desculpas, em vão e a dela...