Meu corpo foi violado desde muito cedo. Os homens me caçavam feito presa. Só mais um pedaço de carne a ser subjugada, não importava minha opinião, se eu era a favor ou não. Era só mais um objeto, ou um objetivo a se conquistar. Sem vontade, sem voz ativa, só passiva. E na passividade de ser objetificada, uma boneca: pra uns de porcelana e infantil, pra outros, os predadores, uma boneca inflável feita somente para seu prazer. E o meu? Ninguém se importa, nem mesmo se eu estava madura para tal. Agressividade ao caçar, deixando só os restos para juntar, junto com a culpa, o constrangimento e a carcaça, que é bela porém vazia