Eu não tenho que perdoar meus pais mas aceitá-los como são, isso é difícil pq faz parte do amor e eu não os amo, mas aceitando suas doenças eu paro de fazer o mesmo que eles fazem comigo que é querer que eu seja outra pessoa. Isso faz parte do narcisismo e eu sou borderline, não devo copia-los pois estão errados, estão disfuncionais, estão doentes!!! Não são exemplo pra mim e pra ninguém então porque imitar as mesmas atitudes que me ferem?? Eu posso ser melhor, eu posso ser outro nível: um nível que, eles limitados e deficientes emocionais, nunca irão atingir pois minhas limitações são outras mas não no amor, nunca no amor, e, se isso for início do amor aos meus pais que seja… será que estou preparada para este sentimento tão puro com pessoas tão hediondas???? Difícil até de pensar sobre mas acho que este é o caminho da libertação, das amarras da dependência emocional…
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Limbo
Hoje não sinto mais vontade de me matar, mas também não sinto vontade de viver... Estou no limbo esperando o julgamento não sei de quem: Dos profissionais da saúde? Dos psiquiatras e psicólogos? DOS MEUS PAIS?... Eu não sei, mas sempre preciso de aprovação para continuar, e esta nunca vem de mim mesma; fico perdida e vazia, sem parâmetros se ninguém opinar Sinto que só tenho uma carcaça, uma pele sem nada por dentro, fico esperando que alguém me preencha com alguma coisa... com qualquer coisa... A minha vida foi sempre cheia de lavagem cerebral para que eu não acreditasse em mim mesma, não confiasse em mim e quem estiver ao meu redor, apagaram minha identidade por isso não consigo identificar quem eu sou , nem sei se sou real ou apenas um produto de cada meio em que estou inserida. Agora já não importa, não quero mais saber, estou cansada de me auto analisar, de tanto pensar... seria bom, só uma vez na vida, deitar na cama e vegetar, sem precisar tomar decisões sem ter conseq...
serenidade
Na cantina do hospital psiquiátrico, uma paciente implicou com a cara da outra e chegou na voadora agarrando o pescoço dela e foi uma luta: as duas puxando os cabelos, enfermeiros pra todos os lados e a mesa com alimentos tudo espalhado derramando até o cuscuz todo no chão. Depois que conseguiram separar as duas e tiraram ambas do recinto, controlaram a situação. Na calmaria que se reinstalava os passarinhos vinham se satisfazer do cuscuz no chão, comida fácil e reinou uma certa serenidade ver esses pequeninos se alimentando após o caos todo.

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